Anoitece no Iraque
Patrick Ericson
Geração Editorial
469 páginas
Um romance arrasador, que vai muito além da grande falácia
do 11 de Setembro e das fictícias “armas de destruição em massa” de Saddam
Hussein. Este novo romance do espanhol Patrick Ericson mostra como funcionam as
mentes doentias que dirigem o mundo.
Mistura de realidade e ficção, o livro revela antecedentes
do ataque terrorista ao World Trade Center e os reais motivos da invasão do
Iraque pelos EUA. É a sede de vingança que move o personagem central do
romance, Jack Parsons, um tenente norte-americano que perdeu a mulher no
atentado às Torres Gêmeas.
Ele participa da guerra e descobre o interior da alma de
Lúcifer. Um livro de arrepiar.
Anoitece no Iraque escrito por Patrick Ericson é um livro perturbador. A
história narrada é uma ficção, com doses de realismo, mesclando acontecimentos
ficcionais com fatos da realidade. A narrativa é dividida em três volumes, e os
fatos são contados por mais de um personagem. O leitor não fica preso aos
acontecimentos que envolvem o tenente Jack Parsons, e tem uma melhor visão de
tudo o que está acontecendo na história.
Eu não sou fã de enredos que tenham
como principal os detalhes sobre as guerras que realmente aconteceram no mundo.
Tanto que é difícil eu assistir algum filme sobre a Segunda Guerra Mundial, ou
qualquer outra grande atrocidade que aconteceu na história da humanidade.
Confesso que para mim, a guerra é o maior e o melhor exemplo de ignorância do
ser humano, e o simples fato de ainda cogitarmos a possibilidade de novas
guerras, diz que ainda temos muito a evoluir.
Sei que vocês devem estar se
perguntando, como eu posso ler livros de investigação com detalhes cruéis e
violentos, mas não gostar de ler livros que descrevem o horror de uma guerra. A
resposta é simples: nas investigações, sei que aquilo é uma ficção, criado
apenas para me entreter; nas narrações que envolvam guerras, sei que aquilo
realmente aconteceu e foi muito pior do que está sendo retratado. E eu fico
perturbada, entristecida em saber o quanto o ser humano pode ser destrutivo,
egoísta e mesquinho.
Quando o livro chegou, estava em dúvida
se realmente começava a leitura ou não. Vencendo até mesmo uma parte do meu
preconceito, resolvi não esperar para começar.
A história é bem narrada, e tem
momentos que você se questiona se aquilo realmente não aconteceu. Todos nós
sabemos que os governantes manipulam a população, eles colocam para o público
aquilo que querem que tenhamos conhecimento. Muitos fatos não chegarão ao
conhecimento ao público, talvez após muitos anos, algo seja revelado. Enquanto
isso vivemos entre especulações de mentes criativas.
Confesso que por mais que seja uma
ficção, o projeto e o motivo descrito durante a narrativa são lógicos e podem
realmente ter um fundo de verdade. Mas isso talvez nunca saberemos...
A história contem algumas descrições
cruéis, realistas sobre algumas das atrocidades que acontecem em qualquer
guerra, e isso me perturbou. Não entendam isso como algo negativo ou que faça
como que a história seja ruim, mas apenas não gostei de ter uma realidade exposta
bem a frente dos meus olhos.
Se você gosta de história que mesclem
ficção com doses de realismo, conspirações do governo, personagens que estão a
um passo de perder a vida, não podem deixar de conferir esse enredo. Por mais
que não goste de conhecer detalhes sobre qualquer guerra, não posso deixar de
comentar que o enredo é surpreendente.
Todos os mistérios são resolvidos, e as
peças se encaixam durante toda a narrativa. Só não vou dizer que gostei
totalmente do livro, devido esse detalhe que comentei logo no começo da
resenha, mas não quero dizer que o livro é ruim. Inclusive indico totalmente o
livro para as pessoas que gostam do gênero, tenho certeza que se surpreenderam
com tudo o que o autor descreve.








Com certeza eu vou gostar, pois adoro o mote.
ResponderExcluirÀs vezes Ká fico pensando que por esse tipo de leitura me agradar eu devO ter algo errado comigo, mas gosto de ver até o ser humano foi capaz de ir com suas atrocidades, até para não deixar que os meus cometam erros semelhantes.
Entendo seu ponto de vista, mas esse tipo de leitura me abre os olhos.
Gostei da forma que vc escreveu a resenha.
Beijinhos!
Oi Lena!
ExcluirEu até tento, Lena, mas não consigo =(
Nesse ponto, sou bem covarde, não consigo saber das atrocidades o.O
Mas como disse, não quer dizer que o livro é ruim, mas foi um detalhe que não gostei na leitura. E acredito que todos precisam ler, pois o enredo é ótimo \o/
Depois me conta o que achou \o/
Bjs!
Oi Karla, que coincidência , esse livro chegou ontem aqui! confesso que de inicio não gostei muito por conta da capa e tal. Mas pela resenha acho que vou adorar!
ResponderExcluirOi Kelry!
ExcluirDepois me conta o que achou do livro \o/
bjs!
Oi Carla,eu gosto e muito deste gênero de leitura e vou seguir seu conselho, já anotei o título.
ResponderExcluirBjs, Rose.
Oi Rose!
ExcluirAh! Depois quero saber o que achou!
Bjs!
Parece ser realmente muito bom! É um dos meus gêneros favoritos mas não tinha ouvido falar no livro ainda. Adorei a resenha e obrigada pela indicação! *-*
ResponderExcluirBeijão, Unsaid Things
Oi Dinha!
ExcluirImagina! Torcendo para que goste da leitura \o/
bjs!
Eu gosto, sim, de romances que tenham as guerras como período histórico, mas nunca como ponto principal.
ResponderExcluirGosto de ler sobre os acontecimentos sociais e as consequências emocionais durante e no pós-guerra, como afeta as pessoas que estão cercadas por essas atrocidades. Mas sempre num enfoque secundário.
Não gosto dos requintes de crueldade que envolvem o tema, a violência física e a tortura psicológica.
Não gostei desse livro, não leria.
Oi Manu!
ExcluirConfesso que alguns pontos não me agradaram, principalmente por esse detalhe que descrevi na resenha.
Isso não significa que a história é ruim, apenas que não gostei desses pontos =(
Bjs!
Bom, logo a princípio eu pensei que o livro não fosse me interessar. Mas ao ler a resenha, percebi que acho que gostaria muito dessa leitura, vou até procurar ele no submarino. Eu gosto bastante desses livros que misturam realidade e ficção. E também me agrada os enredos que envolvem o pós guerra.
ResponderExcluirbeijos
Oi Fernanda!
ExcluirEntão o livro é o "seu número" \o/
Depois me conta o que achou ;)
Bjs!
Costumo ler livros com essa temática, só não gosto quando as cenas são muito descritivas, pois realmente nos chocam um pouco.
ResponderExcluirSão 3 volumes mesmo?
Bjo!
Oi Gladys!
ExcluirSim, a história é contada em três partes, mas é um único volume \o/
Eu não gosto muito dessas descrições o.o
bjs!
AMEI. Sério, o livro de um pouco de cada coisa que me prende.
ResponderExcluirmas ainda não o conhecia Oo
Tu sempre me ajudando a falir,por isso que te amo
Oi Alê!
Excluir\o/ adoro ajudar as amigas a falirem \o/
Alguém precisa me acompanhar na loucura, rs.
Bjs!
Agora to me controlando pra não comprar um Kobo...
ExcluirSe tu me disser que é bom, deixo de pagar a van da faculdade para comprar um :D
Parece um bom livro pra quem gosta desse tipo de gênero. Infelizmente, não é o meu caso. Gosto de livros de investigação, mas esse acho que não me gradaria muito...
ResponderExcluirBjs!
Oi Ketelin!
ExcluirTirando essas descrições que comentei (que eu não gosto) a história é ótima \o/
Bjs!
Também li o livro e gostei tanto que estou relendo. Pelo que procurei do autor ele é do tipo que gosta de "história oculta" (tanto é que ele tem livro sobre a maçonaria). Não sou muito fã deste tipo de abordagem pelo simples fato de que não precisamos descobrir se houve ou não uma maquinação de magnatas para escrever um projeto Brainwashing. Os fatos é que as invasões ao Afeganistão e Iraque não foram feitas para "exportar a democracia", "combater o terror" (nem existia al-Qaeda no Iraque antes da invasão) ou para procurar "armas de destruição em massa". Isso pelo simples fato que os EUA não se envolveriam nesse bilionário esforço de guerra só para ajudar e "libertar" os povos daqueles países, enquanto no próprio país, nos EUA, o povo sofre com desemprego, falta de saúde pública e etc. As ações dos EUA mostram que eles estão atrás de uma coisa: petróleo. Acho, inclusive que o "combate ao Estado Islamico" é a continuação da guerra pelo petróleo disfarçada convenientemente de Guerra ao Terror.
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