Brilho
Em
busca de um novo mundo
Amy
Kathleen Ryan
Geração
Jovem
352
páginas
Brilho
escrito
por Amy Kathleen Ryan é o primeiro volume da trilogia distópica Em
Busca de um Novo Mundo que narra a trajetória de duas naves em busca de
um novo planeta.
A
Terra que conhecemos não existe mais, e com o intuito de preservar a espécie,
duas naves gêmeas, Empyrean e New Horizon, foram lançadas no espaço
com o intuito de encontrar um novo planeta para a continuação da raça humana.
Como
a Nova Terra está distante, os tripulantes das duas naves precisarão passar
anos no espaço. Já se passaram quarenta anos que as naves estão nessa busca, e
para a preservação e continuação da raça humana, é de suma importância que as
moças casem e engravidem.
Acontece
que a tripulação da New Horizon não
consegue conceber descendentes para continuar a missão e povoar o novo planeta.
Com isso, eles acabam se tornando uma ameaça para a Empyrean, já que eles precisam desesperadamente das jovens para
casarem e produzirem descendentes.
É
nesse enredo, que conhecemos Waverly, uma jovem de quinze anos que não conhece
nada fora da nave Empyrean. Ela faz
parte da primeira geração concebida com sucesso no espaço, e como é uma jovem
bela e inteligente, todos esperam que ela se case com o namorado Kieran.
Kieran
será o futuro capitão da nave e tem tudo o que a jovem poderia querer em um
marido, e com a pressão para que ela tenha filhos, todos concordam que ele é o
melhor partido. Exceto pela própria Waverly que parece ter dúvidas sobre o casamento.
Mas,
logo a suposta paz existente entre as duas naves termina com o ataque da Horizon, raptando todas as jovens.
Em
poucas palavras: o livro é espetacular. Não posso fazer um comparativo com o
livro Jogo Vorazes, pois eu não li, mas a história me surpreendeu.
Simplesmente, não tem como abandonar o livro antes de ler a última página.
Mesmo assim, o leitor terminar com aquele gostinho de quero mais, impossível de
não ficar ansioso com a continuação.
A
história tem um ritmo alucinante, e quando menos se espera, acontecimentos
deixam o leitor tenso e curioso para saber o que encontrará em seguida. Como
todo enredo distópico, encontramos temas como religião, poder, dominação, a
escolha da mulher ideal, a ideia de sobrevivência e continuação de uma raça.
Ao
primeiro contato, imaginamos que a autora trata de uma forma fria o sexo
feminino, mostrando a ideia de que elas estão ali apenas para a concepção. Mas
aos poucos, ela evidencia a importância do lado feminino na sociedade.
Para
a sobrevivência, as naves contam com um sistema de colheitas, de educação,
saúde, segurança, o básico para manter os tripulantes em constante
movimentação, sem cair na ociosidade.
O
destaque no livro é exatamente em não existir um verdadeiro vilão, mas assim
atitudes que foram aproveitadas com segundas intenções. Os chefes da Empyrean não são as pessoas perfeitas
que aparentam ser, e a líder da Nem
Horizon tem o propósito de ajudar a sua tripulação, mas acaba agindo na
covardia. Nessa briga de ego e ideias, sobram os jovens que sem saber o que
fazer, tentam se unir e sobreviver em meio a essa guerra.
Posso
continuar a falar sobre o livro por horas, e mesmo assim, não conseguirei
colocar no papel tudo o que o enredo traz para o leitor. Só tenho a dizer:
leiam, leiam e leiam! É impossível largar!
E
agora é só esperar roendo as unhas pela continuação do livro (risos).
Nota:








Amei a resenha! Já estava interessada nesse livro e agora estou ainda
ResponderExcluirmais. Adoro narrativas fluídas e histórias que envolvem e prendem o
leitor. Pra merecer cinco estrelinhas suas, deve ser muito bom mesmo! Pretendo investir nas distopias esse ano, vamos ver no que dá.
Respeito sua opinião, mas discordo totalmente dela! O que eu pude ler foi mais do mesmo, com uma escrita sem profundidade e emoção, os personagem totalmente rasos e a trama reaproveitada de outros livros já conhecido me deixou totalmente decepcionado. Eu sinceramente não sei nem como autora conseguiu publicar o livro.. Mas sua resenhas muito bom, completa e bem escrita, parabéns!
ResponderExcluirRobs - http://www.perdidoempalavras.com/
Oi Carla, tudo bem?
ResponderExcluirNão tinha lido nenhuma resenha do livro, mas agora que li, estou muuuuito curiosa e morrendo de vontade de lê-lo! A capa é maravilhosa e essa premissa dá a ideia de que o livro é diferente de tudo que já li rs
Adorei a resenha =D
Beijos,
salaodelivros.blogspot.com.br
Oi Carlinha, eu não gostei dessa capa logo que a vi, porém olhando com mais calma acabei achando legal e bem que resenha, hein?
ResponderExcluirQuarenta anos e nada de conseguir aumentar a população? Que frustrante, dá até para entender a ideia de raptar as garotas, mas cadê a democracia? Uma boa conversa deveria ajudar.
Sei que fiquei curiosa para conferir. =)
Carlinha, sua linda! Antes de tudo, que 2014 seja lindo em todos os sentidos :]
ResponderExcluirEu achei essa capa maravilhosamente linda!
E por incrível que pareça eu não li Jogos Vorazes e nem sou muito chegada nas distopias, mas vou dar uma chance depois dessa resenha top que você fez, rs.
Beijos!
Mi
Inteiramente Diva
Distopias começaram a encher a minha estante, e quando li a sinopse desse livro fiquei encantada. É diferente e, de certa forma, inovador, então logo caiu nas minhas graças. Mas essa capa cheia de glitter/purpurina/brilho (seja lá o que for) me incomodou um pouco. Não o deixaria na minha estante próximo a outros livros sem ele estar dentro de um saco plástico, afinal poderia arranhar aos outros.
ResponderExcluir:/
Achei legal a ideia da editora de fazer o livro desta forma e tals, mas esse brilho a capa, dessa forma, me incomodou.