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Resenha - Mulheres Solteiras não são de Marte!

em quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mulheres Solteiras não são de Marte!
Leticia Vidica
Universo dos Livros
286 páginas

Diana, Lili e Betina são amigas inseparáveis. E assim como todas as mulheres elas gostam de conversar, passear, fazer compras e namorar. Mas é claro que o universo feminino não é feito só de coisas boas. Como em um papo descontraído no bar Diana vai contando seus problemas cotidianos e seus apuros nos relacionamentos com homens de todos os tipos: canalhas, grudentos, super-heróis, traidores, fofinhos, príncipes, sapos e outros tantos babacas.
Com certeza você irá se reconhecer em alguma (ou muitas) das histórias compartilhadas por essas amigas. Uma lição de vida e bom-humor que irá ajudá-la a superar, escapar e reconhecer o que cada homem tem para oferecer. Sem rodeios ou invenções.
Baseado no blog Papo de Calcinha, este livro reúne uma coletânea das melhores histórias postadas no site, e algumas outras inéditas para você!

Diana, Lili e Betina são amigas inseparáveis, daquelas que não se desgrudam, uma sempre está a ajudar a outra quando os problemas aparecem. Cada uma delas está em busca do principe encantado e quem não está? Mas como toda mulher só encontra sapos e dragões sem contar aqueles que viram abóbora depois da meia noite.
"- E aí, cadê o namorado?
- Eu não tenho namorado.
- Não?! Como não? Uma moça tão bonita...
Nem vou terminar este diálogo, porque simplesmente esse é o tipo de conversa que eu odeio! Particularmente, detesto. Odeio a conversa e ainda a resposta que preciso dar. Qual o problema de NÃO ter namorado?
Às vezes me sinto como se fosse de outro planeta. Marte, talvez! Porque eu acho que só as mulheres de Marte não têm namorado e têm o livre arbítrio de estarem solteiras por vontade própria."
 
Cada capítulo é um relato do que aconteceu na vida de Diana: no serviço, na família, com os os homens, com as amigas. O livro é divertido, com situações cotidianas que nos fazem lembrar do dia a dia, com uma pitadinha de drama já que para entender a mente feminina não é fácil.

Diana na verdade pode ser Patricia, Carla, Paula, Barbara, como tantas outras mulheres pelo mundo afora.

Por que digo isso?

Porque os relatos de Diana são os nossos relatos, são as nossas histórias. Quem nunca se apaixonou por um canalha, acabou saindo com um grudento, foi traída. Quem nunca foi cobrada pela família por estar solteira, por querer um emprego melhor, por achar que encontrou o príncipe encantado mas este se transformou em sapo depois do primeiro beijo.

Se identificou com algum caso acima? Eu me identifiquei com vários.

"Demorei dois anos para encontrar o cara dos meus sonhos. Àquela altura, nem mais durante o sono ele aparecia. Santo Antônio, Santo Expedito, amarração para o amor, tarô, banho de perfumes, calcinha vermelha, perfume importado, sorriso nos lábios, papo cabeça... Nada mais adiantava, eu estava encalhada! Resolvi sossegar e desistir de achar alguém legal. Só que esse alguém legal apareceu, justo no dia em que eu decidi que não queria mais alguém legal na minha vida.

Diana relata ainda muito mais. Com muito humor vamos conhecendo mais do universo feminino, seus dramas, medos e insegurança. Descobrimos que existem mais mulheres com os mesmos problemas, que chora, que se alegram, se gritam igual. Nós nos esquecemos que não estamos só nesse mundo e que sofrer pelo sexo masculino, pela família, trabalho, corpo é normal, e melhor, nós acabamos rindo com a situação.

Lili e Betina não fogem da regra. São as migas inseparáveis que estão no lado em qualquer momento. Acabam sendo melhor que terapia.

Cada uma das três amigas têm seus dramas pessoais: uma só encontra canalha, outra se apaixona por homens compromentidos, a outra só encontra garotos ainda cheirando a leite.
Eu ri muito com os relatos de Diana, com a verdade nua e crua que a Betina fala, com as loucuras de Lili.

Para sentirem um gostinho do livro, o primeiro capítulo é “Por que amamos os canalhas?”.

"Bem vinda ao MAPC (Mulheres Apaixonadas Por Canalhas). Somos livres, independentes, donas do nosso próprio nariz, dominamos o mundo, entramos cada vez mais no universo masculino. Livramo-nos de muitos preconceitos, dos sutiãs, da autoridade machista. Ganhamos o direito à pílula anticoncepcional, ao voto, ao trabalho... Mas ainda não conseguimos nos livrar dos canalhas, figurinhas típicas desde os tempos de Cabral (aliás, Cabral também devia ser um canalha)."

 Só com o título dá pra sentir um pouco da história.

Conheça a história de Diana, Lili e Betina, quer dizer, venha conhecer a história de todas nós mulheres.

"Nós, mulheres, fomos criadas e condicionadas a sermos passivas. A esperar por tudo. Esperar pela primeira boneca, esperar pela primeira menstruação, espera pelo primeiro beijo, pelo primeiro namorado, pela primeira transa, pelo primeiro chifre, pelo primeiro fora, pelo príncipe encantado... Enfim, a gente passa a vida toda esperando. Que ódio tenho da Eva! Se o problema fosse só esperar, tudo bem. Mas a gente espera, e sofre também. Tudo ao mesmo tempo." 

Uma ótima leitura!

3 comentários:

  1. Ka, eu adorei esse livro!! As partes que vc destacou na resenha são ótimas!! Bjs!

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  2. Oi, Carla!

    Todos falam muito bem sobre esse livro, mas não tenho vontade de ler, não. Sei lá por quê.
    Mas quem sabe um dia?

    Beijinhos e ótimo fim de semana!

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  3. Olá, meninas!

    O livro é muito divertido, principalmente porque você se identifica com as situações, hahahah

    Bjs

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