Origem
Robert
Langdon vol. 05
Dan
Brown
432
Páginas
Editora
Arqueiro
Origem escrito por Dan
Brown é o quinto volume protagonizado pelo famoso professor de
Simbologia de Harvard, Robert Langdon. Na trama, o autor traz questionamentos
sobre “De onde viemos? Para onde vamos?”,
assim como ciência e religião.
Robert
chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma
apresentação sobre uma grande descoberta, que será apresentado pelo futurólogo
bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido mundialmente por suas
previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de
Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível
revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas
fundamentais da existência humana.
Mas
a noite não sai como esperado, e o que foi meticulosamente orquestrado transforma-se
em um caos, onde a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida
para sempre.
Assim
como em todos os casos protagonizados pelo professor, Robert precisa fugir de
uma ameaça iminente. Ao lado da diretora do museu, Ambra Vidal, os dois procurarão
uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em
meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam
escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do
Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar
o futurólogo.
A
narrativa de Dan Brown sempre surpreende com a riqueza de detalhes quanto aos
lugares históricos visitados pelos protagonistas, assim como as obras de artes
apresentadas na trama. Impossível não ficar alguns minutos procurando os
lugares/obras para conhecer mais sobre a descrição do autor.
Eu
já li alguns dos livros do autor e aprecio o suspense e mistério da trama,
assim como revela todos os detalhes da conspiração para os leitores. Mas confesso
que esse livro não me conquistou totalmente.
A
história é narrada por vários pontos de vista, onde podemos entender mais das
atitudes dos personagens, e o que está acontecendo na trama após os
acontecimentos da noite programada por Kirsch. Como sempre, Langdon está sendo
acusado de algo que não fez e está fugindo disso, ao mesmo tempo em que utiliza
de todos os seus conhecimentos para decifrar todas as pistas que surgem no
decorrer da trama. Langdon é um dos personagens mais azarado e perseguido que
eu conheço, onde Murphy não colabora, deixando que as situações mais
improváveis aconteçam ao protagonista.
A
trama tinha tudo para dar certo, particularmente eu gosto de ler assuntos onde
a ciência questiona a religião, trazendo para o público a fé raciocinada. Mas
senti que o autor ficou a enrolar muito na história, trazendo acontecimentos
para todos os personagens envolvidos, mas sem revelar nada sobre o grande
mistério.
O
autor fica a sugestionar a todos os instantes qual é a verdadeira revelação de Kirsch,
e quando isso acontece, não foi algo tão bombástico quanto eu imaginava. A revelação
de impacto acontece nos últimos capítulos, e esse sim, me deixou de queixo
caído, onde por mais que imaginasse que algo assim pudesse ter acontecido, não
pensei que o autor colocaria isso na trama.
Para
os leitores que gostam das tramas do na Brown, com certeza apreciarão o
mistério e suspense que têm todos os elementos que conhecemos dos livros
anteriores e que tornam a história do autor única. Mas para mim, a grande
revelação deixou a desejar e eu gostei mais do mistério dos livros anteriores.
Nota:















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