Dominada
Série The Enforcers vol. 02
Maya Banks
307
Páginas
Editora
Gutenberg
Dominada escrito por Maya
Banks é o segundo livro da série The Enforcers, que traz um romance
erótico sobre poder, sedução, dinheiro, submissão/dominação. Nesse volume, a
autora conclui o romance entre Evangeline e Drake.
Assim
que eu terminei a leitura do primeiro, corri para continuar a leitura da série,
curiosa para saber como o casal resolveria todas as pendências, assim como queria
conferir o amadurecimento dos protagonistas. Mas acabei me decepcionando em
vários momentos.
Após
os acontecimentos finais do livro anterior, temos um Drake desesperado tentando
encontrar o seu grande amor, a única mulher que o fez mudar, que o fez desejar
mais. Porém ele sabe que erro, para proteger Evangeline ele acabou a
expulsando-a de sua vida, e só pode contar um milagre para tê-la de volta. Mas
não vai desistir até reconquistá-la.
Devastada,
humilhada e destruída, Evangeline não sabe o que fez para Drake ter se virado
contra ela de modo tão violento. A jovem só sabe que nunca mais será a mesma.
Ele a libertou de todas as suas inibições apenas para transformá-la em
prisioneira de uma dor incurável. Mas quando Drake a reencontra, Evangeline
descobre que há muito mais do que ela imaginava no misterioso mundo daquele
homem.
Evangeline
é uma submissa sexual na cama, que leva essa submissão ao exagero, com diversas
demonstrações de falta de amor próprio. Uma coisa é ser submissa na cama, outra
é não ter nenhuma confiança fora dela. Estava na expectativa de ver o
amadurecimento dessa personagem, não aceitando mais as migalhas que Drake dava
no relacionamento, mas não foi isso que aconteceu. Drake agiu da pior forma no
final do livro anterior, e eu queria que ele rastejasse, mas bastaram meia
dúzia de palavras bonitas, mais cinco minutos de conversa e ela perdoa todos os
erros.
Voltei
a me cansar nos instantes que ela estava ruborizada, envergonhada, ou se
desculpando por simplesmente falar o que pensa. E ainda continuo a pensar que
só poderia estar revestida de pó de fada, ou algum encantamento para ter todos
os homens aos seus pés. Era tanta ingenuidade que eu não conseguia entender
onde estava a garra ou o orgulho que Drake e seus “irmãos” falavam que ela
tinha.
E
o que falar de Drake? Não foi o mocinho que eu esperava nesse segundo livro. Eu
até entendia suas ações na primeira parte da história, mas pensei que veria o
quanto ele estava disposto a fazer o relacionamento dar certo. Mas seus
“irmãos” tinham mais discernimento do que ele em vários momentos da trama.
Assim
como em outros romances da autora, existem diversos momentos de paixão crua,
onde o que importa é o prazer que eles estão sentindo. E esses momentos podem
incomodar alguns leitores que não gostam do tema dominação/submissão, mas se
iniciou a leitura desse romance, pode-se esperar tudo da autora.
Confesso
que esperava mais desse segundo volume, ansiava por amadurecimento do casal,
mas encontrei mais do mesmo, sentindo que estava lendo o primeiro livro
novamente. Evangeline perdoa com facilidade tudo o que Drake faz com ela, sem
se impor. E quando algo lhe desagrada, ela logo pede desculpas como se fosse
errado não gostar de algo. Não consegui visualizar a redenção de Drake e para
mim, o romance só teve um final feliz, porque a autora teve dó dos leitores em estender
a história do casal em mais um volume.
Mesmo
não gostando de como o romance foi desenvolvido nesse volume, estou ansiosa
pela história dos “irmãos” de Drake, que desde o inicio se mostram mais dignos
de serem amados do que o nosso protagonista.
Nota:















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